Eduardo Galeano dizia que a utopia (a busca por um mundo ideal, o exercício imaginativo do E se ) é como caminhar em direção ao horizonte “Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar .” E quanto as Distopias, para que servem? Neil Gaiman diz que “é um alerta, um lembrete do valor daquilo que temos e de que, às vezes, pressupomos que aquilo que valorizamos esteja garantido”. A ficção especulativa usa de apenas um elemento perigoso ou problemático do mundo real e questiona o que aconteceria se aquele único fator mudar o modo como pensamos e nos comportamos. A distopia não se preocupa em prever o futuro, muito pelo contrário. Ela está muito mais preocupada em abordar o presente, “ela é preventiva ”. *** O quando é incerto, mas o dia se aproxima. O dia em o mundo mudará e a leitura e posse de livros será proibida. O dia em que bombeiros iniciarão incêndios ao invés...